Almanaque No 22

Editorial

MICHELLE SENA

Está no ar o Almanaque 22! Em consonância com o tema do próximo Encontro Americano de Psicanálise de Orientação Lacaniana – IX ENAPOL, esta edição conta com textos que abordam três paixões: ódio, cólera e indignação. Nossa intenção é alavancar

Conhecer seu ódio

GIL CAROZ

Ódio e saber   Lucidez   O ódio é lúcido. Ele está ligado a um saber. Os cristãos transformaram o não-ódio de seu Deus, sinal de sua ignorância, em uma forma de amor (LACAN, 1982, p. 122). Esse Deus é

As cores da cólera

JEAN-DANIEL MATET

Encolerizado   Ficar vermelho, branco ou preto de raiva; cólera quente ou fria. Adjetivos não faltam para dar conta dos signos dessa emoção particular que é a cólera. Eles tentam descrever uma fenomenologia do que afeta o corpo tomado por

Pixo é protesto, é indignação

JULIANA FLORES

ENTREVISTA SOBRE O CURA – CIRCUITO URBANO DE ARTE DE BELO HORIZONTE – COM JULIANA FLORES   POR LUDMILLA FÉRES FARIA E MICHELLE SENA     ALMANAQUE: O que é o CURA? JULIANA FLORES: O CURA – Circuito Urbano de

Entrevista Damasia Amadeo de Freda

DAMASIA AMADEO DE FREDA

NOVEMBRO/2018 CIEN MINAS: O CIEN, em sua especificidade, consiste em apreender, via conversação, o ponto de real ao qual se está confrontado nas diversas disciplinas diante do esforço de normatização. Você salienta em vários textos que os jovens, atualmente, apresentam

Sobre a cólera de Aquiles

JEAN-PIERRE VERNANT

 Ilíada – Canto I   Canta, ó deusa, a cólera de Aquiles, o Pelida, (mortífera!, que tantas dores trouxe aos Aqueus e tantas almas valentes de heróis lançou no Hades, ficando seus corpos como presa para cães e aves de

A violência na civilização

Sandra Maria Espinha Oliveira

  Em O mal-estar na civilização, Freud anuncia que a civilização abriga em si seu obstáculo mais poderoso: a inclinação para a agressão como ineliminável à natureza humana e principal derivado e representante da pulsão de morte. Freud afirma a

Parque de Justiça – Urso Branco: um Campo de Distorção da Realidade.

José Honório de Rezende / Giuliana Alves Ferreira de Rezende

O termo ‘campo de distorção da realidade’ foi usado em 1981 por Bud Tribble, da velha guarda da Apple, para se referir ao poder pessoal de Steve Jobs de encantar as pessoas pelos seus projetos (ISAACSON, 2011, p. 135 e

Desmontagem da pulsão na toxicomania: a prevalência do objeto

LUÍS FERNANDO DUARTE COUTO

Introdução   A psicanálise acompanha o mundo, suas modificações e seus efeitos na subjetividade. Nas últimas décadas, passamos de uma civilização em que os ideais da cultura traziam alguma ordem para um novo mundo, em que o que prevalece é

Para além do encanto pelas palavras, a indisciplina dos professores

VIRGÍNIA CARVALHO / BRUNA SIMÕES DE ALBUQUERQUE / ANA LYDIA SANTIAGO

A “VI Manhã de Trabalhos do CIEN Brasil” propõe pensarmos sobre “o que colocamos em jogo quando falamos”. Tal convite encontra eco na indicação de Laurent, de que cabe aos Laboratórios do CIEN testemunhar o corte que produzem ao buscar

Primeau, Joyce, Wolfson e as falas impostas

GISELLE GONÇALVES MATTOS MOREIRA

Lacan, em O seminário, livro 23: o sinthoma, afirma que o doente vai mais longe que o homem saudável no que concerne ao testemunho da incidência do parasitismo da fala e se indaga: “Como é que todos nós não sentimos

O que a histérica quer saber?

GRACIANA GUIMARÃES

Neste trabalho pretendo investigar a posição em que a histérica se coloca frente a sua busca por saber. Na tentativa de localizar o saber no Outro, a histérica esquiva-se do seu próprio saber sobre seu gozo, como tentaremos averiguar a

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