Almanaque No 13

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Função tóxica na clínica das psicoses

Este trabalho investiga a função tóxica na clínica das psicoses e o modo como poderíamos pensar a direção do tratamento das toxicomanias e alcoolismo nessa clínica. Partimos da ideia de que o uso de uma substância tem, para cada sujeito, uma função específica. Nosso objetivo foi avançar um pouco mais no entendimento sobre o modo como o psicótico se enlaça à droga, percurso que nos possibilitou também uma investigação acerca da maneira como poderia operar uma instituição orientada pela psicanálise.

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Função tóxica na clínica da psicose: remédio e/ou ruína?

Durante o primeiro semestre de 2013, realizamos, no Freud Cidadão, nosso IV Ateliê de Pesquisa Psicanalítica. As atividades desse Ateliê estavam concentradas em investigar as peculiaridades da clínica com sujeitos psicóticos que fazem uso de alguma substância tóxica. Partimos da ideia de que o uso de uma substância tem, para cada sujeito, uma função específica, podendo se situar ao lado do remédio e/ou da ruína. Interessava-nos investigar como uma instituição, orientada pela psicanálise e pelas invenções ancoradas na singularidade, poderia operar e oferecer seus dispositivos no tratamento de um mal-estar insuportável que lança os sujeitos aos usos excessivos.

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Incidências da Psicanálise nos dispositivos públicos

A partir do comentário de um caso, o autor reflete sobre como a psicanálise se situa para operar frente a um vazio subjetivo, consequência de um trauma individual e social (a ditatura militar na Argentina) e nos alerta para o risco de prevalecer uma lógica do asilo e da proteção na assistência que algumas instituições oferecem ao sujeito, o que não possibilitaria uma mudança em sua posição subjetiva.

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Almanaque on-line entrevista

Almanaque on-line entrevista os integrantes do Cartel “Clínica do Testemunho”: Jorge Pimenta, Lucíola Macêdo, Maria Clara Pêgo, Simone Pinho Ribeiro e Guillermo Belaga(1) (mais-um). Guillermo Belaga, em seu texto “Incidências da psicanálise nos dispositivos públicos”, publicado nesta edição do Almanaque

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Insensatez do corpo e retalhos na carne

O texto visa a discutir alguns aspectos do tema da toxicomania, principalmente a respeito do lugar ocupado pelo corpo nessa clínica. Sem chegar a propor uma tipologia clínica, levanta a hipótese de que o uso do corpo tal como é feito na psicose pode ajudar a pensar a atualidade das duas faces da fórmula freudiana a respeito da toxicomania: a intoxicação do corpo pela química da droga. Essa atualidade viria, principalmente, orientada pela composição lacaniana do paradigma joyciano para a psicose e para a segunda clínica.

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Ver o circo pegar fogo: o que você está olhando?

Este artigo aborda a função do adulto no sistema socioeducativo e pretende transmitir que o cumprimento de uma medida socioeducativa passa pelos efeitos de um encontro entre adulto e adolescente. Busca-se interrogar os diferentes modos de fala presentes nessa relação e seus efeitos na questão institucional da distinção de lugares. A relação entre adulto e adolescente será compreendida à luz do conceito de identificação. A análise da posição do adulto que pode oscilar entre a “guerra” e o “ver o circo pegar fogo” diante do jovem contribui para uma compreensão da questão da diferença e da tomada de responsabilidade nas instituições.

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“Os alicerço da terra”: notas sobre Ô fim do cem, fim…

Este trabalho é fruto de um seminário teórico proferido no âmbito do Núcleo de Pesquisa em Psicose do IPSM-MG, cujo tema geral foi “A ciência e a escrita do delírio”. Para trabalhar o tema, elegeram-se como método os comentários do livro Ô fim do cem, fim…, compilação feita a partir das notas escritas à mão, com caneta esferográfica e em folhas de caderno, por Paulo Marques de Oliveira, assim como o comentário de trechos do documentário “O fim do sem fim”, de Cao Guimarães, inspirado nos desenhos e escritos de Paulo Marques de Oliveira, e que tem como pano de fundo o desaparecimento de certos ofícios e profissões no Brasil.

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Pais e mães atuais: a ciência como partenaire

Este trabalho examina quais são as novas configurações da paternidade e maternidade na atualidade. O fato de a fertilidade humana se encontrar sob o domínio irrestrito da ciência mostra-se no esforço que se realiza em nossos dias para deslocar o ponto real da origem de cada ser falante ao “princípio da transparência” da ciência. Ignora-se “a malformação do que foi o encontro falido entre os desejos que, a cada um de nós, nos empurrou ao mundo”, e isso deixa consequências. Novas ficções científicas e jurídicas são necessárias para nos dizer o que são pai e mãe hoje em dia.

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Crianças à deriva: reflexões sobre a construção, o comentário de casos e a transmissão da psicanálise

O texto tece considerações em torno do que constitui o comentário e a construção dos casos nos quais o sintoma social da época, a violência, marca a vida de crianças e observa, no âmbito da psicanálise de orientação lacaniana, as particularidades trazidas por elas. Ainda apresenta a aposta em um tratamento conduzido pela via da transferência e do saber-fazer do analista com o sintoma de cada sujeito. O trabalho foi produzido com base nos casos apresentados no Núcleo de Psicanálise e Saúde Mental de Montes Claros e Ipatinga e usou como referência o ensino de Lacan e de escritos de analistas lacanianos.

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O corpo e o Outro

A partir da colocação, em primeiro plano, do efeito de gozo do significante, que privilegia o significante sozinho, em seus efeitos de afeto sobre o corpo, o texto investiga a afirmação de Lacan de que a linguagem intervém sempre sob a forma do real de lalíngua e de que é a esse real que a criança é, primeiramente, e de maneira bruta, confrontada. É, ainda, a partir do enfoque na conexão direta entre o corpo e a linguagem que o texto aborda a concepção do sintoma como o que veicula uma cifra de gozo que não inclui o Outro e cujo destinatário é o próprio sujeito. Com essa orientação, é retomada a afirmação de Lacan sobre a infância como uma época decisiva em que os sintomas se cristalizam.

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