Almanaque No 15

Almanaque on-line está de cara nova! Mais vivo do que nunca, associa leveza e movimento ao seu projeto de transmitir e divulgar o trabalho que pulsa no Campo Freudiano e repercute no IPSMMG. Uma equipe renovada, cheia de energia e entusiasmo, se colocou a trabalho para aliar cor e imagem ao texto, objeto privilegiado até então. Resgatamos uma referência ao Almanaque impresso, que já mesclava ao escrito elementos visuais, então, aqueles clássicos do universo dos almanaques tradicionais, e introduzimos elementos tecnológicos contemporâneos. Esperamos que curtam e compartilhem! Leia o Editorial…

 

Almanaque No 15

Editorial

Márcia Mezêncio

Almanaque on-line está de cara nova! Mais vivo do que nunca, associa leveza e movimento ao seu projeto de transmitir e divulgar o trabalho que pulsa no Campo Freudiano e repercute no IPSMMG. Uma equipe renovada, cheia de energia e entusiasmo, se colocou a trabalho para aliar cor e imagem ao texto, objeto privilegiado até então. Resgatamos uma referência ao Almanaque impresso, que já mesclava ao escrito elementos visuais, então, aqueles clássicos do universo dos almanaques tradicionais, e introduzimos elementos tecnológicos contemporâneos. Esperamos que curtam e compartilhem!

Império das imagens: um ponto de vista

Sérgio Campos

Em seu texto, o autor disserta sobre as imagens a partir dos tempos. O autor aborda a imagens sobre três paradigmas, sendo que o primeiro e o segundo se referem à teoria freudiana e, o último, à segunda clínica de Lacan. O artigo utiliza de dois expedientes da arte: o sagrado e o profano para dizer do imaginário. No primeiro, o autor expressa o significado da religião e do simbólico através da arte de ícones religiosos e, no segundo, utiliza a arte do escultor alemão Gunther von Hagens, conhecido como plastificador de corpos, para se referir ao último imaginário de Lacan quando surge junto com o real desprovido do simbólico.

Do antissemitismo hoje

Agnès Aflalo

A autora faz uma reflexão sobre a situação do antissemitismo hoje e evidencia as diferentes formas que a rejeição inconsciente da Shoah assumiu em nossos dias. A psicanálise reconhece suas raízes na pulsão de morte, mas aponta para uma resposta ética, ancorada em uma fraternidade de discurso, em lugar do ódio como única resposta possível.

A homossexualidade feminina no plural

M.-H. Brousse

A homossexualidade feminina não corresponde a uma estrutura única. Seja novo sintoma histérico, em que o homem “testa de ferro” tornou-se um desvio inútil, ou escolha decidida, a homossexualidade é uma resposta, via modo de gozo, à falta-a-ser do sujeito. Resta uma terceira via a ser investigada clinicamente: pelo viés do que Lacan chama do “não-todo”.

As imagens na clínica e nas instituições

Cristiana Pittella e Margareth Couto

Vivemos em um momento de proliferação e consumo das imagens que se consolida na disseminação da crença de que todo o real pode e deve ser visto. A investigação clínica indica a função das imagens para cada ser falante revelando como cada um pode resistir e/ou fazer uso dessa oferta.

Almanaque on-line entrevista

Rômulo Ferreira da Silva

Almanaque on-line entrevista Rômulo Ferreira da Silva, Diretor do VII Encontro Americano de Psicanálise de Orientação Lacaniana – Enapol, a se realizar de 4 a 6 de setembro de 2015, em São Paulo.

Invenção na esquizofrenia

Patrícia Ribeiro e Alessandra Rocha

As autoras discutem, a partir do caso de uma criança psicótica, os impasses ligados ao corpo na esquizofrenia e a peculiar solução de uma criança para inventar seu corpo.

Imaginário e psicose

Frederico Feu de Carvalho

Este texto visa a introduzir a categoria lacaniana do Imaginário a partir de referências bibliográficas básicas e levando em consideração sua utilização para o tratamento psicanalítico das psicoses.

A imagem e o imaginário: quando o sujeito é excluído do imaginário materno e permanece sem a ajuda de nenhuma imagem estabelecida

Suzana Faleiro Barroso

O texto aborda o tema da imagem estruturante do corpo da criança e do imaginário materno através dos fragmentos clínicos de um caso de autismo. Discute a questão do autista sem a ajuda de uma imagem estabelecida.

Síndrome de Asperger e psicose infantil

Paula Pimenta

O artigo parte de uma questão diagnóstica surgida na discussão de uma Apresentação de Pacientes realizada com uma criança e se dedica a examiná-la diferencialmente. Percorre as semelhanças e diferenças entre o diagnóstico nosológico de síndrome de Asperger e autismo infantil de Kanner para, em seguida, investigar esses construtos psiquiátricos sob a luz da psicanálise de orientação lacaniana. Por vê-los reconhecidos como pertencentes ao campo do autismo, na concepção psicanalítica, retoma o caso clínico inicial e procura diferenciá-lo quanto à hipótese diagnóstica de síndrome de Asperger, contrapondo-a ao diagnóstico psicanalítico de psicose. Conclui por considerar que alguns diagnósticos psiquiátricos atuais de síndrome de Asperger abarcam casos de psicose na criança, não mais contemplados pelos manuais psiquiátricos atuais.

Da medicalização e da judicialização: um comentário

Márcia Mezêncio

A autora comenta a incidência dos discursos médico e jurídico no campo da educação. Discute a apropriação de categorias diagnósticas por instituições e profissionais da educação, bem como sua apreensão equivocada do Estatuto da Criança e do Adolescente e seus efeitos segregativos.

Sobre alucinações e falas impostas

Victor Thiago Aguiar

Este artigo pretende explorar as possíveis relações entre alucinações e falas impostas. O autor apresenta uma breve definição desses fenômenos e procura estabelecer pontos de convergência e divergência entre eles.

O escrito que não pode ser lido

Fayga Paim

O que não pode ser lido em uma análise? O que não pode ser decifrado? O que, no discurso, produz efeito de escrita? A partir dessas questões, o presente trabalho tenta discutir a função do escrito ou, mais especificamente, se pergunta se existe algo que não se pode ler em uma análise, algo que realmente seja ilegível.

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