Almanaque No 16

Sair da adolescência

Hélène Deltombe
FOTO: Conrado Almada.

FOTO: Conrado Almada.

 

Por muito tempo não se colocou a questão da adolescência, já que nós passávamos diretamente do estado de infans ao estatuto de adulto. Atualmente, constatamos que a adolescência se inicia cada vez mais cedo e se prolonga tardiamente. Há alguns anos um novo termo apareceu, o de adulescente, para caracterizar os que não conseguem sair.

A adolescência se tornou um fenômeno social estigmatizado por suas manifestações preocupantes: oposição, recusa, rejeição, marginalização, condutas aditivas. Os médicos generalistas se dizem hoje invadidos pelos problemas que os adolescentes impõem à sua volta.

Um uso excessivo é feito do termo adolescência. Um exemplo recente: em uma consulta para seu filho de seis anos, seus pais atribuíam as perturbações do filho a uma crise de adolescência muito precoce. Essa criança estava atormentada por pensamentos indesejáveis que lhe ditavam sua conduta, o impedindo de se submeter à autoridade dos pais.

 

Um fenômeno de civilização

Franz Boas, o antropólogo teuto-americano, foi o primeiro, em 1925, a pesquisar a adolescência. Sua hipótese indicava um fenômeno moderno, ligado à emergência das sociedades industriais incapazes de acompanhar os jovens até a idade adulta, lhes integrando à vida social, e queria verificá-la antes que os contatos entre as sociedades modernas e culturas tradicionais se multiplicassem.

Em 1928, uma de suas jovens estudantes, Margaret Mead, publicou os resultados de um trabalho intitulado Coming of the age in Samoa confirmando que a adolescência não é um momento de crise de valor universal, mas uma consequência cultural da evolução das sociedades: a jovem de Samoa é bem diferente de sua irmã americana, sua adolescência “não é de maneira alguma um período de crise e de tensão, mas o melhor período da vida”, ela tem poucas responsabilidades e os encontros entre adolescentes dos dois sexos sob as palmeiras são frequentes. Essa imagem do amor livre enfeitiçou os leitores.

 

Metapsicologia da adolescência

Mead foi criticada por ceder a uma premissa culturalista, mascarando a questão de que todo adolescente é levado a resolver, como Freud sublinha nos seus Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, indicando as origens das perturbações na adolescência durante as metamorfoses da puberdade (FREUD, 1980, p. 111). Dentre esses elementos, alguns são hoje particularmente significativos, como um “excesso de carinho dos pais” na primeira infância, que gera um adolescente “insaciável”, “temporariamente incapaz de renunciar ao amor, ou de se satisfazer com um amor mais contido” (Ibidem, p. 134). A busca pelo gozo é uma situação que se torna banal quando a criança é colocada no lugar de objeto a pelos pais, nesse contexto, estigmatizado por Jacques-Alain Miller, de “subida ao zênite social do objeto pequeno a” (MILLER, 2005, p. 11). Também é o caso quando o adolescente se arrisca em uma relação sexual com um parceiro, a presença de uma “pulsão parcial, que no curso da vida infantil já produziu um prazer excessivo”, “o processo sexual não pode continuar” (FREUD, op. cit., p. 118). Além disso, o sujeito se encontra dividido entre objeto de amor e objeto sexual, entre “duas tendências, a da ternura e a da sensualidade”, escreveu Freud (Ibid., p. 112). Buscando o objeto sexual, o adolescente se depara com o desejo de reencontrar o objeto original, o primeiro objeto de satisfação sexual. Esse objeto foi perdido no ponto em que a pulsão sexual se tornou auto erótica, e o adolescente tenta “reencontrar a felicidade perdida” (Ibid., p. 133). Um projeto impossível, já que o “objeto final da pulsão sexual não é mais o objeto original, mas seu substituto” (FREUD, 1987a, p. 171).

O tratamento analítico permite ao sujeito identificar suas dificuldades e encontrar uma solução, segundo a singularidade do desejo de cada um, mas não sem reconhecer com Lacan “que não há relação sexual”. Trata-se, com efeito, para cada um, de renunciar à ideia de que a relação sexual seria a saída aos conflitos e mal-entendidos que dividem o sujeito em seu ser.

 

Mal-estar contemporâneo

A consideração de Freud pelas dificuldades de todo adolescente não impede de dar razão aos trabalhos antropológicos mais recentes, que confirmam uma parte da hipótese de Franz Boas, segundo a qual as sociedades modernas reúnem características próprias a fazer da adolescência um período de tensões e angústia.

Freud, aliás, desenvolveu ele mesmo, em 1929, no Mal-estar na civilização, considerando que uma demanda maior é endereçada ao sujeito em nossas sociedades modernas do que nas sociedades tradicionais: “durante a evolução, a relação entre o amor e a civilização deixa de ser unívoca: o primeiro combate aos interesses da segunda que, por outro lado, o ameaça com dolorosas limitações” (FREUD, 1987b, p. 171).

A tensão entre família e civilização se torna ainda mais rude: “Essa hostilidade recíproca, continua Freud, parece inviável […] o afastamento da família, para todo adolescente, se torna uma tarefa” (Idem). Nesse contexto da civilização que a psicanálise pode intervir, como sublinha J.-A. Miller, frente à “necessidade de se desfazer o laço familiar. Fazemos uma análise para concluir esse rito de passagem ainda incompleto” (MILLER, 1992).

 

Alguns sintomas do laço social

Quando, nos anos 30, Jacques Lacan já sublinhava em Os complexos familiares que nós somos inexoravelmente confrontados ao declínio da função paterna, de acordo com um processo inerente às sociedades modernas (LACAN, 2001), afirmávamos, ainda nos anos 60, que o adolescente buscava “matar o pai” para se libertar da dominação familiar. Entretanto, o desapego da família não se resolve na oposição. A adolescência se tornou uma classe de idade na qual todos procuram apoio em seus semelhantes, através de identificações recíprocas, criando modos de vida. Os sintomas tomam uma nova forma, a dos sintomas do laço social que, por vezes, terminam em epidemia: alcoolismo, toxicomania, bulimia, anorexia, delinquência, suicídios… Modos de vestir e do comportamento marcadas pela rejeição dos adultos, acentuando um processo de marginalização.

O adolescente se encontra, assim, preso em um fenômeno de segregação social, que pode fixá-lo em uma posição de gozo que determinará seu modo de ser: “Sou toxicômano”, “Sou bulímico”… Ele não se situa mais como um sujeito com questões que precisam ser resolvidas, pior quando não é encorajado por seus próximos, facilmente iludidos pelo discurso sociológico sobre a adolescência, ao modo: “Ele é adolescente, com a idade isso passa.” Ora, trata-se de considerar o sofrimento expresso no sintoma, um pedido singular de dizer. Tal como J.-A. Miller formulou em seu curso, o parceiro do sujeito é o sintoma, formando com o sujeito “o casal do gozo” (MILLER, 1998). Na falta de resposta de um Outro, ele convoca um sintoma para fazer o Outro existir através dos significantes que ele sustenta em seu nó. A psicanálise pode permitir ao adolescente decifrar seu sintoma desde que ele encontre os meios de resolver o seu “não quero saber de nada”, que visa proteger seu modo de gozar.

 

Uma demanda de bem-estar

É o problema que essa adolescente, Anne, de 17 anos, trouxe com ela quando entrou em minha sala aos tropeços, durante as primeiras consultas. Ela se assentava, fixava os olhos no teto e o sorriso extasiado exprimia o gozo que lhe tomava todo o seu ser, e, assim, em minha presença, ela se ausentava. Dominada por drogas pesadas, ela permanecia imóvel e muda por uma eternidade. Ela veio ao meu encontro em consideração ao amigo de infância que não suportava mais vê-la perdida, sem rumo, e lhe falou da sua análise começada há dois anos, insistindo para que ela me procurasse. Ela era, no entanto, incapaz de atender a esperança que ele tinha por ela, pois, ao contrário, ela me confiava o orgulho que tinha da sua vida marginal, seguindo seus amigos de errância pelas ruas, onde dormia por vezes.

Em seus momentos de lucidez, no entanto, ela era tomada de angústia com a ideia de não haver mais lugar algum para ela. Foi com o passar dos encontros, aos poucos, que ela pôde descobrir a importância da presença de alguém que esteja ali e que queira ouvi-la. Contou-me de maneira fragmentada que se drogava há muitos anos. Primeiro “baseados”, drogas leves, álcool e, posteriormente, drogas pesadas. Indicou-me sua preocupação com a necessidade de aumentar as doses e diminuir os intervalos entre o uso dos tóxicos; pois a sensação de falta era insuportável. Eu a escutava sendo cuidadosa e discreta, sem emitir julgamento. Corajosamente, Anne arriscou uma demanda: que eu a ajudasse a encontrar um bem-estar.

Não havia alternativa que a de deixar-me guiar por essa demanda paradoxal,  insistindo para que me explicasse o que ela queria dizer com isso – encontrar o bem-estar –, confiando na palavra que permitiria aos significantes tomar a frente sobre sua vontade de gozo. O desejo do analista só pode encontrar seu caminho se articulando a essa busca, trata-se “de fazer do gozo uma função e de lhe dar sua estrutura lógica” (MILLER, 2007, p. 26). O menor sinal que ela me dava era uma ocasião para lhe interpelar, mas no início expressava apenas a vontade de “atingir o nirvana”. Essa demanda estava na lógica da sua fantasia, que ela colocava acima de tudo, inclusive do nosso encontro.

De onde lhe vinha essa vontade desenfreada de gozo? Ela tomou essa questão para si e, pouco a pouco, evocou lembranças, fornecendo, assim, a prova de que “antes de tudo o sintoma é o mutismo no sujeito supostamente falante” e que “é propriamente no movimento de falar que a histérica constitui seu desejo” (LACAN, 1973, p. 16). O intervalo do uso de tóxicos foi aumentando, a relação transferencial se estabeleceu.

 

A busca por gozo absoluto

Quando criança, ela observava a relação de seus pais, suas brigas, e não suportava nem a violência do seu pai sobre sua mãe nem a conformidade desta. Esse era o acordo sintomático de seus pais. A discórdia, portanto, representava para ela uma objeção à relação sexual; ela se perguntava o que os mantinha juntos. Ela os espiava à noite pela porta aberta do quarto deles, se deixando cativar pela cena primitiva. Da qual ela deduziu que o gozo sexual era o que fazia a relação sexual, desenvolvendo em excesso seu imaginário sobre esse plano. Ela se deu conta de que suas divagações infantis foram exacerbadas pelo ciúme, em sua posição de filha única, remoída de solidão perante seus pais.

Anne pensava que iria conhecer a “vida de verdade” quando tivesse relações sexuais. Ela não se esforçava e era boa aluna, mas a escola não parecia despertar nela o menor interesse, já que não esclarecia o que lhe era importante. Ela se empenhou desde muito jovem a conquistar rapazes, para dar forma a sua idealização da pulsão sexual (LACAN, 2006). Aos doze anos ela fugia de casa e matava aula. Apesar de tudo, ela passava de ano, mas deixou a escola durante o final do segundo grau para romper com os hábitos de encontros e adições e estudar para o vestibular em um local isolado, o que lhe permitiu ser aprovada, por pouco. Ou seja, ela se protege do pior, mantendo uma certa vigilância, para não perder-se completamente.

Insatisfeita, Anne multiplicava seus encontros, pois ela ainda acreditava “no Um da relação, relação sexual” (LACAN, 1975, p. 13), não querendo reconhecer que o gozo sexual é marcado pela sua impossibilidade. Essa fantasia, no entanto, se enfraquecia a cada novo encontro ruim, colocando-a em perigo. Mas, ela guardava a esperança de ser preenchida, atestando sua recusa em assumir que toda relação se amarra na dimensão do fracasso e que sempre é “o encontro, no parceiro, de sintomas, de afetos, de tudo que em cada um marca o traço de seu exílio […] da relação sexual” (Ibid., p. 132).

O período de sua adolescência se fechou no fracasso de sua busca e suas decepções repetidas a levaram a rapazes que consumiam álcool, drogas leves e, depois, drogas pesadas. O consumo de substâncias tóxicas com um parceiro sexual lhe deu por um momento a ilusão de realizar seu fantasma de gozo absoluto, mas bem cedo não teve mais relações sexuais, o falo, deixou de estar nos encontros. Ela e seus companheiros de miséria mergulharam em um mortífero gozo autoerótico, desertando de sua própria existência.

 

O romance familiar

Um dos primeiros efeitos da palavra no dispositivo analítico foi o de dar status de sintoma à adição da qual Anne começou a se queixar e sentir como um sofrimento. Ela revelou ter tentado várias vezes se suicidar, testemunhando assim que o “hedonismo é um sonho” e que “o gozo além do princípio do prazer, […] indica o horizonte da pulsão de morte” (LAURENT, 2007, p. 18). Mas se separar do objeto de gozo criou um vazio, a angústia decorrente a levou a elaborar seu romance familiar no dispositivo analítico que “se encontra no lugar da falta de relação sexual” (LACAN, 1975, p. 187), o que permite a emergência de um novo saber.

A experiência analítica lhe permitiu exumar lembranças de sua primeira infância. Ela se lembrou de que era tratada como uma pequena rainha pelos seus pais, situação da qual ela se aproveitava exageradamente. Objeto de uma ternura excessiva do seu pai, ela era insaciável e provocava inveja em sua mãe. Ela não suportava frustrações nem as obrigações e afastava agressivamente tudo o que a incomodava em seu caminho. Ela submetia seu cachorro aos piores e mais humilhantes tratamentos, e ele permanecia dócil. Ela se lembrou de situações em que se sentiu transportada em um transe, como aconteceu em uma festa em torno de uma fogueira que a mergulhou em um estado hipnótico do qual que seus pais não conseguiam lhe arrancar.

Ela reuniu o que sabia sobre seu pai e interrogou-o sobre o que ainda ignorava: filho único, origem judia, ficou escondido em Paris com seus pais quando ainda era uma criancinha, durante a guerra 39-45. Perdeu sua mãe ao final da guerra, morta de frio e de fome. Durante essa época, assim que pôde, saía sozinho às ruas à procura de comida e informações. Físico, homem erudito, descrito por ela como um leitor assíduo, buscava informações constantemente e se apoiava nesse saber para se confortar na ideia de que a humanidade iria se perder. Isso causava horror em Anne, e a admiração pelo seu pai se desdobrava assim em hostilidade, já que ela atribuía o cinismo e a violência do seu pai a essa lucidez. Ela observava também que a cultura da sua mãe era inócua, dada sua posição masoquista perante o marido. Ela passou a sentir repulsa pelo saber e se sentia, assim, justificada a viver a vida segundo seus impulsos.

Tratava-se de fazê-la perceber que se seus motivos de recuo face ao saber eram sérios, ela, no entanto, os utilizava de abrigo para encontrar conforto em um modo de vida. A falta de eficácia do saber de seus pais não a dispensava de se aventurar na direção do que poderia lhe esclarecer e orientar. A consideração pelas identificações a seus pais –masoquista como sua mãe, violenta como seu pai – abria o caminho para um novo saber, o saber inconsciente. Ela, que acordava à noite sem saber porque gritava, e dizia nunca sonhar, um dia veio correndo contar um sonho em uma sessão. “Meu pai me perseguia. Eu queria me suicidar e cortava a garganta do meu pai.” Ela descobre, por esse sonho, o traumatismo que constitui para ela a relação a seu pai. Ela interpreta sua deriva aditiva e suicida e se extrai do que ela é como “sintoma […] do casal familiar” (LACAN, 2001, p. 373). Ela quer resolver a angústia que suscita o amor mortífero de seu pai. Ela percebe em seguida que o verdadeiro conflito não está entre seus parentes e ela, mas sim entre ela e si mesma, entre seus impulsos e sua razão, entre gozo e saber.

 

Do significante ao indizível

Sua morbidez se reduzia, e Anne começava a levar a sério a questão do saber, considerando sua escolha do estudo com um outro olhar. Ela havia se inscrito em belas artes supondo que esse seria o curso que a dispensaria da necessidade de fazer apelo ao saber. Acreditava que bastaria deixar-se levar pela sua livre expressão. Mas, impedida de seguir qualquer curso por conta de seu estado, ela começou seu curso apenas no ano seguinte, depois de fazer uma nova inscrição; só então ela começou a explorar a dimensão inconsciente da sua relação com a arte. Adolescente, ela modelava personagens fazendo caretas, expressando diferentes lados da dor, mas ela os destruía nos momentos de crises de cólera com seus pais, ou, quando se sentia muito solitária, os quebrava jogando contra muros ou espelhos, como se fosse, assim, exorcizar seu sofrimento. Esforçando-se para seguir os cursos na universidade, ela começou a pintar também. Ela me disse não suportar a arte contemporânea porque as deformações lhe angustiavam, e, apesar disso, suas telas eram muito sombrias, não figurativas. Eu lhe fiz reparar que ela passou de modelagens figurativas a uma pintura abstrata. A experiência analítica, lhe colocando na trilha significante de sua existência, lhe abria a via de uma expressão pela pintura ligada ao seu gozo.

No decorrer da análise, seu pai adoece gravemente. Enfraquecido, ele não conseguia mais se debater com os horrores da sua infância, deixando a angústia emergir, o que tinha efeitos deletérios sobre a subjetividade de Anne. Esse quadro era aprofundado nas sessões de análise, mas a parte indizível era passada para sua pintura em modo não figurativo testemunhando o “irrepresentável” (WAJGMAN, 2000, p. 35) que seu pai fazia pesar sobre ela, sabendo que “o acontecido não pode ser figurado, nem dito” (Idem). Se o quadro, tradicionalmente, é uma janela sobre o mundo assim como o quadro da fantasia, a pintura abstrata “faz quadro de um fora da história” (Ibid., p. 42), consiste no projeto de fazer quadro da ausência de objeto (Ibid., p. 44). Assim, Anne participa da “arte não como um lugar de consolação, de esquecimento, ou de uma traição, mas ao contrário como esse lugar onde o irrepresentável viria se mostrar” (Ibid., p. 48). Ela encontra uma forma de expressão que inventou e que faz suplência à relação sexual que não existe. Sua pintura, que não tem sentido algum, tem “efeito de sentido”, o de considerar um período da história e seus efeitos subjetivos – “um efeito de gozo” –, apaixonada por sua experiência artística, ela expõe suas telas – e “um efeito de não relação sexual” –, ela fala de arte com seus companheiros, ela está com eles em uma conquista de saber e não mais em “uma demanda de felicidade” segundo a lógica de sua fantasia.

 

 

Tradução: Renato Sarieddine

Revisão: Márcia Mezêncio

 

 

Bibliografia

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Hélène Deltombe

Hélène Deltombe - psicanalista, ECF e AMP. E-mail: helenedeltombe@gmail.com

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