adolescência

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jul
31

“Bons rolês e tudo o que for bom”: a gente não quer só comida

O presente artigo descreve uma experiência de conversação realizada com um grupo de jovens que estava em conflito com outra gangue havia três anos. O trabalho foi suscitado pelo encontro fortuito desse grupo com a morte, através do diagnóstico de infecção por HIV em um de seus membros. No momento inicial de cernir a demanda do grupo, os jovens localizam o impasse de não saberem como fazer para se divertirem. Essa demanda vem atravessada pelos acontecimentos do conflito entre os grupos. Um segundo tempo da conversação promove um deslocamento do estatuto da “guerra” para esse grupo. Passam a experimentar um mal-estar por provocarem mortes. O momento de concluir das conversações indica a possibilidade de eles prescindirem desse conflito, através do estreitamento do laço social pela via da diversão.

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jul
31

Sobre a Saúde Mental: que instituição para os adolescentes?

Este texto é um extrato da abertura dos trabalhos do NIPS do IPSMMG no ano de 2016. Ocupa-se em pensar algumas particularidades da adolescência a partir de Freud e com a leitura contemporânea de Miller. Focalizando principalmente a invasão do corpo por um gozo que não se acomoda mais às soluções da infância, problematiza os impasses que a vida contemporânea acrescenta ao desligamento do Outro daí decorrente, interrogando como pode nesse contexto, uma instituição que acolhe adolescentes, operar.

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jul
31

Adolescência, o que é?

Resumo: O texto é a transcrição do seminário de abertura do Núcleo de Investigação em Psicanálise e Medicina, no 1º semestre de 2016. Adolescência e puberdade são apresentadas como conceitos diferentes, provenientes de áreas diferentes do conhecimento. A adolescência é abordada como sintoma da puberdade e enfatiza-se a importante contribuição que a psicanálise traz para a prática dos profissionais da saúde. A adolescência é momento especial de encontro com o real, as respostas sintomáticas são frequentes em um mundo em que as referências simbólicas estão debilitadas. Alerta-se para a importância da inscrição e da não inscrição no campo do Outro.

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jul
31

Filiação: demissão da autoridade, desamparo do adolescente

Resumo: No presente artigo, buscamos tratar as consequências subjetivas da retirada jurídica da função parental. As ressonâncias da demissão da autoridade paterna para o filho, principalmente quando este vive a adolescência, podem fazer surgir, diante do real, a condição de desamparo e o pior como solução.
Palavras-chave: ADOLESCÊNCIA, PATERNIDADE, DIREITO, PSICANÁLISE, DESAMPARO.

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mar
05

Solidão do ser falante

A psicanálise coloca em cena um paradoxo: Não há relação entre os sexos, por um lado; por outro, há uma relação possível ao corpo, ao falo, ao sintoma, ao gozo. Esse designador da existência revela, entretanto, ao mesmo tempo, um impasse lógico, aquele da solidão. É a tese lacaniana congruente com a primeira: a relação ao gozo isola, o gozo que há sublinha a não relação ao parceiro. A solidão está em jogo. Saber como cada um supre essa ausência, com o amor, com a fantasia ou com o sintoma, é o que a autora aborda a partir do caso clínico de uma jovem.

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mar
04

A iniciação na adolescência: entre mito e estrutura

O autor evidencia a importância dos psicanalistas em refletir sobre o estatuto da adolescência e os efeitos da transformação que as mudanças histórico-sociais podem produzir sobre os jovens em nossos dias. Na época do Outro que não existe, como os adolescentes se pautam no encontro do real do sexo, sem poderem considerar a relação estruturante ao Nome-do-Pai e a função de orientação do Ideal do eu e sua ação de regulação humanizante do gozo?

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