amor

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Um saldo de saber: do jogo aberto nas redes sociais à declaração de amor

A partir da Conversação com jovens secundarista de uma escola particular de Belo Horizonte sobre o uso das redes digitais e, em especial, procurou-se delimitar os impasses e as soluções que esses jovens tem encontrado na utilização desses aparelhos, em especial, para abordar o outro sexo. O tema da pornografia foi o ponto mais abordado pelos jovens, como forma encontrada para responder “a relação sexual que não existe”.

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A adolescência prolongada, ontem, hoje e amanhã

O autor parte do princípio de que, no século XX, nossa percepção da vida e da vida sexual, em particular, mudou muito em relação àquela do século passado. Ela foi modificada em diferentes planos, e, primeiramente, no plano do real. A incidência real da ciência sobre a sexualidade humana trouxe consequências sobre a duração e a repartição das idades da vida. No século XX, Freud pensava que a tarefa a ser cumprida no momento da puberdade seria uma reconstituição diferente da relação com o objeto, um objeto que não seja o edipiano, preparando o sujeito para um encontro com o parceiro sexual. Para Lacan, não é a identificação que permite o acesso ao objeto, mas é muito mais o encontro com o objeto e sua perda que produzem uma identificação. Ao se deparar com a ausência da relação sexual, o amor pode fazer suplência a essa falta. A adolescência é, para Lacan, por excelência, o fato de que o sujeito passa da posição infantil de desejado à posição de desejante.

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