Corpo

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jul
31

A química da libido

O texto freudiano relativo às “transformações da puberdade” é trazido partindo da “química especial”, inerente à função sexual, até chegarmos à substância gozante, em Lacan. Nessa trajetória, um paralelo é feito entre as transformações da puberdade nos séculos XX e XXI, respectivamente abordando a era do Édipo (simbólico) e do mais-além do Édipo (real) para investigar os efeitos da libido no adolescente freudiano e lacaniano. Interroga-se, enfim, o estatuto da causalidade psíquica nos tempos atuais, relativos à queda do Pai. Ou seja, trata-se dos efeitos da libido numa época em que a ascensão do gozo permite propor não somente novos modelos de identificação, como também trazer uma hipótese específica quanto à causalidade que não se assenta mais sobre um traço, mas sobre a sua pluralização.

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jul
31

O que fazer com seu corpo?

O corpo não esta pronto para o ser falante. Ele precisa ser fabricado e apropriado para ser corpo próprio. Este texto investiga essas construções ao longo da história, em sociedades tradicionais ameríndias, construção por particularização através de uma materialidade que se encarna, pedaços de outros animais, alimentos, pinturas, hábitos. No oriente pelo Zen budismo onde um corpo se faz em referencia a um vazio e sensualidades. Na atualidade tomando como exemplo os Body Moods, quando se verifica um corpo feito por pedaços sem um Outro que lhe dê um modelo estável. E na psicanalise, onde o corpo que se goza a si mesmo seria feito de acontecimentos de corpo, verificáveis nos procedimentos de passe.

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jul
31

Juventude à deriva <> Radicalização

O que pode a psicanálise diante da radicalização de uma juventude largada? Ir de encontro ao grande abandono, corolário do discurso do mestre de hoje, responde a autora do artigo. Ela afirma que o laço transferencial é a oferta que cabe ao analista e que isso é o que pode produzir um lugar onde o sujeito possa se enganchar.
Palavras-chave: JUVENTUDE, SINTOMA, CORPO, GOZO, LAÇO SOCIAL, RELIGIÃO

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mar
05

A clínica dos adolescentes: entradas e saídas do túnel

Partindo do axioma: “Não há adolescente sem Outro”, a autora demonstra de que forma a posição dos adultos, que virão ou não investir a função do Outro do adolescente, adquirem uma importância fundamental, decisiva, para saída da adolescência. Nesse sentido ela prefere falar de adolescências, no plural. Dado que nessa época da vida, para cada um, se reedita no inconsciente a questão inaugural do sujeito quanto ao desejo do Outro: de que desejo eu nasci? Quanto valho para o Outro? Ele pode perder-me? Tais questões servem de guia para apresentar a direção do tratamento de uma jovem e também para leitura de clássicos da literatura juvenil.

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set
15

O sonho de ser a mais bela

A partir do sonho de uma mulher, o de ser a mais bela, a autora desenvolve os diferentes aspectos da mascarada, para estabelecer a seguir um laço com a mulher sonhada por um homem.

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set
15

O que é que tem um corpo e não existe? Resposta: O grande Outro

O presente texto parte de uma pergunta feita por Lacan, no Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise, quando ele define o “campo lacaniano” como o campo do gozo estruturado pelos discursos como laços sociais: “O que é que tem um corpo e não existe? Resposta — O grande outro”. Servindo- se dessa pergunta como título para o seu texto, a autora parte desse momento do ensino de Lacan, em que a estruturação dos quatro discursos constitui uma nova edição lacaniana do Outro “como estrutura no real”, que apresenta a sua inexistência não como antinômica do real, mas correlativa deste, para abordar as distintas declinações da concepção do corpo, feitas por Lacan, no percurso de seu ensino, até aquela em que o corpo assume o lugar do Outro. O texto mostra como o último Lacan, ao partir da evidência de que “há o gozo”, como propriedade de um corpo vivo e que fala, correspondente à inexistência do Outro, faz aparecer o Outro sob a forma do Um do corpo, que existe.

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set
15

O corpo da criança e os discursos

O presente artigo visa a investigar como, na atualidade, o discurso da ciência, segundo a lógica do discurso universitário e do discurso do capitalista, busca regular as relações dos sujeitos crianças e seus corpos. Já a psicanálise demonstra que o discurso analítico é o que possibilitará que esses sujeitos produzam um saber sobre o real do seu corpo.

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set
15

A educação e os corpos de hoje

O presente trabalho toma como ponto de partida a desregulação dos corpos na escola e em outros espaços educativos como decorrência da mudança das coordenadas que organizavam esse espaço e a consequente perda da função educativa. Nesse sentido, tomam-se esses problemas como sintomas sociais na medida em que assinalam uma disfunção no mencionado aparato educativo, diferenciando-os dos sintomas subjetivos e apontando uma série de propostas.

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set
15

Insensatez do corpo e retalhos na carne

O texto visa a discutir alguns aspectos do tema da toxicomania, principalmente a respeito do lugar ocupado pelo corpo nessa clínica. Sem chegar a propor uma tipologia clínica, levanta a hipótese de que o uso do corpo tal como é feito na psicose pode ajudar a pensar a atualidade das duas faces da fórmula freudiana a respeito da toxicomania: a intoxicação do corpo pela química da droga. Essa atualidade viria, principalmente, orientada pela composição lacaniana do paradigma joyciano para a psicose e para a segunda clínica.

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