Criança

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ago
03

A queda do falocentrismo e os estatutos da violência

Cao Guimaraes

As transformações nos laços sociais, associadas à queda dos ideais e da crescente desvalorização do falo que ordenava a nossa civilização, têm nos colocado questões não só quanto aos desdobramentos conceituais da psicanálise, mas sobre a condução do tratamento analítico

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jul
31

O manejo da transferência diante da demanda dos pais

Partindo da leitura de Freud e Lacan e dos impasses na experiência clínica, debatemos as possibilidades de tratamento da criança. Destacando a colocação de Lacan sobre a criança responder ao que há de sintomático no par parental, percebemos a importância de escutar os pais para que a análise da criança seja possível. Apostamos na transferência como possibilidade de construir laços, com a criança e com os pais, para que o tratamento seja possível. Discutimos a possibilidade de interpretar, bem como os tratamentos interrompidos, as dificuldades, a resistência, a posição do analista e a construção de possíveis soluções.

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set
15

O corpo da criança e os discursos

O presente artigo visa a investigar como, na atualidade, o discurso da ciência, segundo a lógica do discurso universitário e do discurso do capitalista, busca regular as relações dos sujeitos crianças e seus corpos. Já a psicanálise demonstra que o discurso analítico é o que possibilitará que esses sujeitos produzam um saber sobre o real do seu corpo.

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set
15

O corpo e o Outro

A partir da colocação, em primeiro plano, do efeito de gozo do significante, que privilegia o significante sozinho, em seus efeitos de afeto sobre o corpo, o texto investiga a afirmação de Lacan de que a linguagem intervém sempre sob a forma do real de lalíngua e de que é a esse real que a criança é, primeiramente, e de maneira bruta, confrontada. É, ainda, a partir do enfoque na conexão direta entre o corpo e a linguagem que o texto aborda a concepção do sintoma como o que veicula uma cifra de gozo que não inclui o Outro e cujo destinatário é o próprio sujeito. Com essa orientação, é retomada a afirmação de Lacan sobre a infância como uma época decisiva em que os sintomas se cristalizam.

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