desejo

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O avesso da ficção masculina

Na relação entre os sexos, os homens sempre representaram o sexo forte em relação ao desejo. Mas não é assim tão simples. Interroguem-se!, pede Lacan. Diante de um corpo de mulher, um homem é “embaraçado”, perturbado, bloqueado. Não que ele

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A adolescência prolongada, ontem, hoje e amanhã

O autor parte do princípio de que, no século XX, nossa percepção da vida e da vida sexual, em particular, mudou muito em relação àquela do século passado. Ela foi modificada em diferentes planos, e, primeiramente, no plano do real. A incidência real da ciência sobre a sexualidade humana trouxe consequências sobre a duração e a repartição das idades da vida. No século XX, Freud pensava que a tarefa a ser cumprida no momento da puberdade seria uma reconstituição diferente da relação com o objeto, um objeto que não seja o edipiano, preparando o sujeito para um encontro com o parceiro sexual. Para Lacan, não é a identificação que permite o acesso ao objeto, mas é muito mais o encontro com o objeto e sua perda que produzem uma identificação. Ao se deparar com a ausência da relação sexual, o amor pode fazer suplência a essa falta. A adolescência é, para Lacan, por excelência, o fato de que o sujeito passa da posição infantil de desejado à posição de desejante.

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