Discurso

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set
15

Perturbar a defesa… social?

A autora apresenta algumas reflexões sobre a psicanálise aplicada, as noções de defesa e responsabilidade. No contexto de uma política que responde aos protocolos da gestão e da ordem e aos paradigmas contemporâneos de avaliação e controle, trata-se de afirmar que a psicanálise pode responder sem renunciar aos seus instrumentos e à sua orientação pelo singular.

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set
15

O que é que tem um corpo e não existe? Resposta: O grande Outro

O presente texto parte de uma pergunta feita por Lacan, no Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise, quando ele define o “campo lacaniano” como o campo do gozo estruturado pelos discursos como laços sociais: “O que é que tem um corpo e não existe? Resposta — O grande outro”. Servindo- se dessa pergunta como título para o seu texto, a autora parte desse momento do ensino de Lacan, em que a estruturação dos quatro discursos constitui uma nova edição lacaniana do Outro “como estrutura no real”, que apresenta a sua inexistência não como antinômica do real, mas correlativa deste, para abordar as distintas declinações da concepção do corpo, feitas por Lacan, no percurso de seu ensino, até aquela em que o corpo assume o lugar do Outro. O texto mostra como o último Lacan, ao partir da evidência de que “há o gozo”, como propriedade de um corpo vivo e que fala, correspondente à inexistência do Outro, faz aparecer o Outro sob a forma do Um do corpo, que existe.

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ago
30

O escrito que não pode ser lido

O que não pode ser lido em uma análise? O que não pode ser decifrado? O que, no discurso, produz efeito de escrita? A partir dessas questões, o presente trabalho tenta discutir a função do escrito ou, mais especificamente, se pergunta se existe algo que não se pode ler em uma análise, algo que realmente seja ilegível.

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