fracasso

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A insistência da pulsão e o ideal de bem-estar

Tomando como fundamento o tema do fracasso em psicanálise, o artigo aborda a estratégia das práticas do bem-estar como significante-mestre na atualidade, para controlar a presença da pulsão. Ao final, apresenta como consequência desse controle o retorno, na sociedade, do que Lacan nomeou como objeto criminogênico.

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Fracasso e Transferência: entre a cura e o tratamento

Partindo-se das diversas alusões ao fracasso observadas cotidianamente, pode-se dizer que esse termo serve para substantivar todo um conjunto de falhas (seja escolar ou de qualquer outro tipo), que passa a representar o sujeito. Propõe-se que, de certa forma, o fracasso seja um importante correlato do tratamento psicanalítico, uma vez que é condição para a transferência. Esta representaria o próprio fracasso dos amores incestuosos e a possibilidade de reeditar, na figura do analista, os objetos perdidos em virtude da intervenção do Outro da lei. Entretanto, os amores continuam a existir no inconsciente, que emerge na condição de ser escutado. Este, por conseguinte, constitui o campo da singularidade de cada sujeito, que é refratário à igualdade pretendida pelos imperativos curar, educar e governar. A partir dessa singularidade, portanto, e de seu sofrimento, a relação analítica lança-se em potência. O psicanalista poderá ser introduzido na condição de que, supostamente, saiba como curar o sujeito do sofrimento causado por sua singularidade. Acredita-se, nesse sentido, que, pelo viés da transferência — a reedição desses objetos de amor — seja possível apostar em um tratamento. Contudo, o psicanalista não poderia prestar-se a curá-la, senão tratá-la, pois, no campo da psicanálise, procura-se fazer prevalecer essa singularidade com o intuito de produzir um saber sobre o sofrimento associado ao inconsciente. Nessa perspectiva, o tratamento psicanalítico não tem a finalidade de curar o sujeito de seu fracasso, mas tê-lo como referência para o desenvolvimento do tratamento.

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