Gozo

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Amor e gozo: qual articulação possível?

Cao Guimaraes

No intuito de dissolver possíveis mal-entendidos na apreensão de seu ensino, Freud adverte:”usamos a palavra ‘sexualidade’ no mesmo sentido compreensivo que aquele em que a língua alemã usa a palavra lieben (‘amar’).” (Freud, 1910/1996, p. 234). O domínio do sexual se expande

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Bullying e deslocalização do gozo

Cao Guimarães

Definições e indefinições   A noção de bullying tem ganhado cada vez mais destaque no discurso educacional e na mídia como referência para interpretar diversos acontecimentos, sendo empregada de forma cada vez mais abrangente e imprecisa. Classificado como intimidação sistemática,

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O ordinário do gozo, fundamento da nova clínica do delírio

Gambiarras

A tese da inexistência do Outro, sustentada por Jacques-Alain Miller em 1996, em seu seminário, inaugura, dizia ele: “a época lacaniana da psicanálise”, aquela “da errância, aquela dos Nomes-do-Pai (non-dupes errent), aquela daqueles que são mais ou menos tolos (dupes)

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jul
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“O Sujeito do gozo” na psicose

“O SUJEITO DO GOZO” NA PSICOSE A foraclusão generalizada e as psicoses ordinárias, tema do quarto módulo do curso de psicanálise, realçaram os desenvolvimentos posteriores de Lacan no que concerne aos estudos e tratamento da psicose. Se no Seminário. Livro

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jul
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O escabelo de François Augiéras: escritura e pintura do corpo do de-lito (de-leito)

O escabelo de François Augiéras: escritura e pintura do corpo do de-lito (de-leito)[1] PHILIPPE LACADÉE Augiéras nasceu em 1925, nos USA, e morreu em 1971 numa grande precariedade, em Domme, bem próximo de sua gruta, onde ele amava se refugiar.

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jul
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Assuntos de família no discurso toxicomaníaco: impasses

Assuntos de família no discurso toxicomaníaco: impasses   Os assuntos de família trazem para a nossa comunidade analítica um trabalho de investigação acerca de como os falantes do século XXI se arranjam com a estrutura familiar, essa invenção humana de

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jul
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Sobre a Saúde Mental: que instituição para os adolescentes?

Este texto é um extrato da abertura dos trabalhos do NIPS do IPSMMG no ano de 2016. Ocupa-se em pensar algumas particularidades da adolescência a partir de Freud e com a leitura contemporânea de Miller. Focalizando principalmente a invasão do corpo por um gozo que não se acomoda mais às soluções da infância, problematiza os impasses que a vida contemporânea acrescenta ao desligamento do Outro daí decorrente, interrogando como pode nesse contexto, uma instituição que acolhe adolescentes, operar.

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jul
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O real da puberdade e a saída da infância

O real da puberdade testemunha a irrupção de um gozo diante do qual as palavras falham. O encontro com esse real pode produzir consequências perturbadoras para a relação do sujeito com seu corpo, com a imagem e com a língua, que, até então, lhe serviam de sustentação. Essa passagem da infância à adolescência desaloja o sujeito de sua língua e de seu corpo infantil conduzindo-o tanto ao despertar quanto ao exílio. Será necessário, então, que ele encontre novos arranjos pulsionais e novos modos de inscrição no mundo e no Outro.

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jul
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A química da libido

O texto freudiano relativo às “transformações da puberdade” é trazido partindo da “química especial”, inerente à função sexual, até chegarmos à substância gozante, em Lacan. Nessa trajetória, um paralelo é feito entre as transformações da puberdade nos séculos XX e XXI, respectivamente abordando a era do Édipo (simbólico) e do mais-além do Édipo (real) para investigar os efeitos da libido no adolescente freudiano e lacaniano. Interroga-se, enfim, o estatuto da causalidade psíquica nos tempos atuais, relativos à queda do Pai. Ou seja, trata-se dos efeitos da libido numa época em que a ascensão do gozo permite propor não somente novos modelos de identificação, como também trazer uma hipótese específica quanto à causalidade que não se assenta mais sobre um traço, mas sobre a sua pluralização.

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jul
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O que fazer com seu corpo?

O corpo não esta pronto para o ser falante. Ele precisa ser fabricado e apropriado para ser corpo próprio. Este texto investiga essas construções ao longo da história, em sociedades tradicionais ameríndias, construção por particularização através de uma materialidade que se encarna, pedaços de outros animais, alimentos, pinturas, hábitos. No oriente pelo Zen budismo onde um corpo se faz em referencia a um vazio e sensualidades. Na atualidade tomando como exemplo os Body Moods, quando se verifica um corpo feito por pedaços sem um Outro que lhe dê um modelo estável. E na psicanalise, onde o corpo que se goza a si mesmo seria feito de acontecimentos de corpo, verificáveis nos procedimentos de passe.

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