Gozo

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jul
31

Juventude à deriva <> Radicalização

O que pode a psicanálise diante da radicalização de uma juventude largada? Ir de encontro ao grande abandono, corolário do discurso do mestre de hoje, responde a autora do artigo. Ela afirma que o laço transferencial é a oferta que cabe ao analista e que isso é o que pode produzir um lugar onde o sujeito possa se enganchar.
Palavras-chave: JUVENTUDE, SINTOMA, CORPO, GOZO, LAÇO SOCIAL, RELIGIÃO

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mar
05

Sair da adolescência

A autora aborda o tema da adolescência evocando inicialmente observações antropológicas pioneiras realizadas em sociedades tradicionais. A discussão prossegue com observações da experiência analítica de uma adolescente. Gozo, romance familiar, desejo sexual e arte são abordados pelo prisma da fantasia do sujeito – contemporâneo – do inconsciente.

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set
15

Perturbar a defesa… social?

A autora apresenta algumas reflexões sobre a psicanálise aplicada, as noções de defesa e responsabilidade. No contexto de uma política que responde aos protocolos da gestão e da ordem e aos paradigmas contemporâneos de avaliação e controle, trata-se de afirmar que a psicanálise pode responder sem renunciar aos seus instrumentos e à sua orientação pelo singular.

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set
15

O que é que tem um corpo e não existe? Resposta: O grande Outro

O presente texto parte de uma pergunta feita por Lacan, no Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise, quando ele define o “campo lacaniano” como o campo do gozo estruturado pelos discursos como laços sociais: “O que é que tem um corpo e não existe? Resposta — O grande outro”. Servindo- se dessa pergunta como título para o seu texto, a autora parte desse momento do ensino de Lacan, em que a estruturação dos quatro discursos constitui uma nova edição lacaniana do Outro “como estrutura no real”, que apresenta a sua inexistência não como antinômica do real, mas correlativa deste, para abordar as distintas declinações da concepção do corpo, feitas por Lacan, no percurso de seu ensino, até aquela em que o corpo assume o lugar do Outro. O texto mostra como o último Lacan, ao partir da evidência de que “há o gozo”, como propriedade de um corpo vivo e que fala, correspondente à inexistência do Outro, faz aparecer o Outro sob a forma do Um do corpo, que existe.

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set
15

O corpo e o Outro

A partir da colocação, em primeiro plano, do efeito de gozo do significante, que privilegia o significante sozinho, em seus efeitos de afeto sobre o corpo, o texto investiga a afirmação de Lacan de que a linguagem intervém sempre sob a forma do real de lalíngua e de que é a esse real que a criança é, primeiramente, e de maneira bruta, confrontada. É, ainda, a partir do enfoque na conexão direta entre o corpo e a linguagem que o texto aborda a concepção do sintoma como o que veicula uma cifra de gozo que não inclui o Outro e cujo destinatário é o próprio sujeito. Com essa orientação, é retomada a afirmação de Lacan sobre a infância como uma época decisiva em que os sintomas se cristalizam.

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set
15

Da agressividade à pulsão de morte

O autor investiga, em um percurso nos textos de Freud e Lacan, os fundamentos e mecanismos da agressividade e da pulsão de morte, com o objetivo de esclarecer o fenômeno da violência contemporânea e de orientar a clínica das passagens ao ato violentas.

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ago
30

A homossexualidade feminina no plural

A homossexualidade feminina não corresponde a uma estrutura única. Seja novo sintoma histérico, em que o homem “testa de ferro” tornou-se um desvio inútil, ou escolha decidida, a homossexualidade é uma resposta, via modo de gozo, à falta-a-ser do sujeito. Resta uma terceira via a ser investigada clinicamente: pelo viés do que Lacan chama do “não-todo”.

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