morte

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jul
31

“Bons rolês e tudo o que for bom”: a gente não quer só comida

O presente artigo descreve uma experiência de conversação realizada com um grupo de jovens que estava em conflito com outra gangue havia três anos. O trabalho foi suscitado pelo encontro fortuito desse grupo com a morte, através do diagnóstico de infecção por HIV em um de seus membros. No momento inicial de cernir a demanda do grupo, os jovens localizam o impasse de não saberem como fazer para se divertirem. Essa demanda vem atravessada pelos acontecimentos do conflito entre os grupos. Um segundo tempo da conversação promove um deslocamento do estatuto da “guerra” para esse grupo. Passam a experimentar um mal-estar por provocarem mortes. O momento de concluir das conversações indica a possibilidade de eles prescindirem desse conflito, através do estreitamento do laço social pela via da diversão.

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mar
05

O sintoma na encruzilhada dos caminhos: um caso extremo de recusa

O autor toma como referência o ultimíssimo ensino de Lacan e o comentário de “Joyce e o sintoma” publicados por Miller, ressaltando particularmente duas noções inéditas, as de portemanteau e de scabeau. Apresenta o caso de um jovem de quinze anos que é, como Joyce, um sintoma. Ao decidir sustentar uma posição radical de recusa, seu sintoma é ser, do início ao fim, recusa, inclusive de viver: Eu quero morrer, fórmula geral da pulsão de morte.

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