Outro

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jul
31

Sobre a Saúde Mental: que instituição para os adolescentes?

Este texto é um extrato da abertura dos trabalhos do NIPS do IPSMMG no ano de 2016. Ocupa-se em pensar algumas particularidades da adolescência a partir de Freud e com a leitura contemporânea de Miller. Focalizando principalmente a invasão do corpo por um gozo que não se acomoda mais às soluções da infância, problematiza os impasses que a vida contemporânea acrescenta ao desligamento do Outro daí decorrente, interrogando como pode nesse contexto, uma instituição que acolhe adolescentes, operar.

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mar
05

A clínica dos adolescentes: entradas e saídas do túnel

Partindo do axioma: “Não há adolescente sem Outro”, a autora demonstra de que forma a posição dos adultos, que virão ou não investir a função do Outro do adolescente, adquirem uma importância fundamental, decisiva, para saída da adolescência. Nesse sentido ela prefere falar de adolescências, no plural. Dado que nessa época da vida, para cada um, se reedita no inconsciente a questão inaugural do sujeito quanto ao desejo do Outro: de que desejo eu nasci? Quanto valho para o Outro? Ele pode perder-me? Tais questões servem de guia para apresentar a direção do tratamento de uma jovem e também para leitura de clássicos da literatura juvenil.

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set
15

O que é que tem um corpo e não existe? Resposta: O grande Outro

O presente texto parte de uma pergunta feita por Lacan, no Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise, quando ele define o “campo lacaniano” como o campo do gozo estruturado pelos discursos como laços sociais: “O que é que tem um corpo e não existe? Resposta — O grande outro”. Servindo- se dessa pergunta como título para o seu texto, a autora parte desse momento do ensino de Lacan, em que a estruturação dos quatro discursos constitui uma nova edição lacaniana do Outro “como estrutura no real”, que apresenta a sua inexistência não como antinômica do real, mas correlativa deste, para abordar as distintas declinações da concepção do corpo, feitas por Lacan, no percurso de seu ensino, até aquela em que o corpo assume o lugar do Outro. O texto mostra como o último Lacan, ao partir da evidência de que “há o gozo”, como propriedade de um corpo vivo e que fala, correspondente à inexistência do Outro, faz aparecer o Outro sob a forma do Um do corpo, que existe.

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