psicose

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Função tóxica na clínica da psicose: remédio e/ou ruína?

Durante o primeiro semestre de 2013, realizamos, no Freud Cidadão, nosso IV Ateliê de Pesquisa Psicanalítica. As atividades desse Ateliê estavam concentradas em investigar as peculiaridades da clínica com sujeitos psicóticos que fazem uso de alguma substância tóxica. Partimos da ideia de que o uso de uma substância tem, para cada sujeito, uma função específica, podendo se situar ao lado do remédio e/ou da ruína. Interessava-nos investigar como uma instituição, orientada pela psicanálise e pelas invenções ancoradas na singularidade, poderia operar e oferecer seus dispositivos no tratamento de um mal-estar insuportável que lança os sujeitos aos usos excessivos.

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set
15

Insensatez do corpo e retalhos na carne

O texto visa a discutir alguns aspectos do tema da toxicomania, principalmente a respeito do lugar ocupado pelo corpo nessa clínica. Sem chegar a propor uma tipologia clínica, levanta a hipótese de que o uso do corpo tal como é feito na psicose pode ajudar a pensar a atualidade das duas faces da fórmula freudiana a respeito da toxicomania: a intoxicação do corpo pela química da droga. Essa atualidade viria, principalmente, orientada pela composição lacaniana do paradigma joyciano para a psicose e para a segunda clínica.

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set
15

“Os alicerço da terra”: notas sobre Ô fim do cem, fim…

Este trabalho é fruto de um seminário teórico proferido no âmbito do Núcleo de Pesquisa em Psicose do IPSM-MG, cujo tema geral foi “A ciência e a escrita do delírio”. Para trabalhar o tema, elegeram-se como método os comentários do livro Ô fim do cem, fim…, compilação feita a partir das notas escritas à mão, com caneta esferográfica e em folhas de caderno, por Paulo Marques de Oliveira, assim como o comentário de trechos do documentário “O fim do sem fim”, de Cao Guimarães, inspirado nos desenhos e escritos de Paulo Marques de Oliveira, e que tem como pano de fundo o desaparecimento de certos ofícios e profissões no Brasil.

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set
15

Passagem ao ato como resposta do real

O tema da passagem ao ato é discutido a partir da leitura do Seminário, livro 10, de J. Lacan. O eixo desse seminário é a elaboração do conceito de objeto a, que permite retrabalhar a diferença estrutural entre neurose e psicose. O ponto a ser destacado nessa leitura é a construção do quadro em que a passagem ao ato vem a ser relacionada a outros termos adjacentes. Na última parte, é feita uma tentativa de catalogar as manifestações mais comuns de passagem ao ato na psicose.

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set
15

A linguagem como distúrbio do real

O autor apresenta um exemplo limite dos efeitos da tecnociência na
época atual, para sustentar a tese de que se passa dos “distúrbios de linguagem”
para se considerar a própria linguagem como um distúrbio. Se a ciência se propõe a
curá-lo, para a psicanálise, ele se apresenta como real e incurável.

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ago
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Síndrome de Asperger e psicose infantil

O artigo parte de uma questão diagnóstica surgida na discussão de uma Apresentação de Pacientes realizada com uma criança e se dedica a examiná-la diferencialmente. Percorre as semelhanças e diferenças entre o diagnóstico nosológico de síndrome de Asperger e autismo infantil de Kanner para, em seguida, investigar esses construtos psiquiátricos sob a luz da psicanálise de orientação lacaniana. Por vê-los reconhecidos como pertencentes ao campo do autismo, na concepção psicanalítica, retoma o caso clínico inicial e procura diferenciá-lo quanto à hipótese diagnóstica de síndrome de Asperger, contrapondo-a ao diagnóstico psicanalítico de psicose. Conclui por considerar que alguns diagnósticos psiquiátricos atuais de síndrome de Asperger abarcam casos de psicose na criança, não mais contemplados pelos manuais psiquiátricos atuais.

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ago
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Imaginário e psicose

Este texto visa a introduzir a categoria lacaniana do Imaginário a partir de referências bibliográficas básicas e levando em consideração sua utilização para o tratamento psicanalítico das psicoses.

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