semblante

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mar
05

A adolescência como abertura do possível

O autor acredita que as “lembranças encobridoras“ configura-se como um texto orientador de Freud sobre a adolescência. Elas são constituídas ao mesmo tempo, de um material infantil e de reformulações sucessivas, a fim de responder questões que são colocadas posteriormente: as suas primeiras escolhas à direção a dar à sua existência, seu lugar na sociedade e na orientação de seus sentimentos para novos objetos de amor. O autor se utiliza de revisão da literatura dos pós-freudianos e da produção literária dos séculos XIX e XX, assim como dos ritos de iniciação tribal, traçando um paralelo entre essas produções e nossa época contemporânea, fundamentando sua análise a partir de Lacan.

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set
15

O sonho de ser a mais bela

A partir do sonho de uma mulher, o de ser a mais bela, a autora desenvolve os diferentes aspectos da mascarada, para estabelecer a seguir um laço com a mulher sonhada por um homem.

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set
15

O que é que tem um corpo e não existe? Resposta: O grande Outro

O presente texto parte de uma pergunta feita por Lacan, no Seminário, livro 17: o avesso da psicanálise, quando ele define o “campo lacaniano” como o campo do gozo estruturado pelos discursos como laços sociais: “O que é que tem um corpo e não existe? Resposta — O grande outro”. Servindo- se dessa pergunta como título para o seu texto, a autora parte desse momento do ensino de Lacan, em que a estruturação dos quatro discursos constitui uma nova edição lacaniana do Outro “como estrutura no real”, que apresenta a sua inexistência não como antinômica do real, mas correlativa deste, para abordar as distintas declinações da concepção do corpo, feitas por Lacan, no percurso de seu ensino, até aquela em que o corpo assume o lugar do Outro. O texto mostra como o último Lacan, ao partir da evidência de que “há o gozo”, como propriedade de um corpo vivo e que fala, correspondente à inexistência do Outro, faz aparecer o Outro sob a forma do Um do corpo, que existe.

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