transferência

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mar
05

O amor pelo pai na histeria

Quem, como eu, invoca os mais maléficos e maldomados demônios que habitam o peito humano, com eles travando combate, deve estar preparado para não sair ileso desta luta. (Freud, 1905, Caso Dora, p. 75)   Em 1977, Lacan finaliza Considerações

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jul
31

O manejo da transferência diante da demanda dos pais

Partindo da leitura de Freud e Lacan e dos impasses na experiência clínica, debatemos as possibilidades de tratamento da criança. Destacando a colocação de Lacan sobre a criança responder ao que há de sintomático no par parental, percebemos a importância de escutar os pais para que a análise da criança seja possível. Apostamos na transferência como possibilidade de construir laços, com a criança e com os pais, para que o tratamento seja possível. Discutimos a possibilidade de interpretar, bem como os tratamentos interrompidos, as dificuldades, a resistência, a posição do analista e a construção de possíveis soluções.

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set
27

Algumas contribuições do Seminário 11 de Lacan para uma experiência de análise

A autora buscou resgatar alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise, a partir do Seminário 11 de Lacan, para elucidar aquilo que se tratou de indicar, nesse momento, como fundamental na operação de análise.

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set
15

A escuta analítica numa instituição prisional

Este trabalho tem por objetivo pesquisar o papel da escuta psicanalítica e seus efeitos numa unidade de triagem do sistema prisional da região de Belo Horizonte. Trata-se de uma investigação sobre as possibilidades de instalação da transferência, com suas implicações

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set
15

A transferência e o diagnóstico de discurso na metodologia da construção do caso clínico

O diagnóstico, em psicanálise, tomado por Miller como uma arte (MILLER, 2003), e o conceito de transferência, desde a época de Freud, são caracterizados por diversas sutilezas, o que exige de nós extremo rigor no uso desses termos. Afinal, o

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set
15

Apontamentos acerca da transferência

Trata-se de uma breve investigação sobre a noção de transferência em Lacan, apontando-se algumas questões aí implicadas, dentre as quais, estão: a variabilidade da noção de transferência na história da psicanálise, o vínculo entre a concepção teórica da transferência e o seu manejo, a relação do desejo do analista com a transferência, o papel do sujeito suposto saber e, ainda, a interação entre as vertentes libidinal e epistêmica da transferência.

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set
15

Fracasso e Transferência: entre a cura e o tratamento

Partindo-se das diversas alusões ao fracasso observadas cotidianamente, pode-se dizer que esse termo serve para substantivar todo um conjunto de falhas (seja escolar ou de qualquer outro tipo), que passa a representar o sujeito. Propõe-se que, de certa forma, o fracasso seja um importante correlato do tratamento psicanalítico, uma vez que é condição para a transferência. Esta representaria o próprio fracasso dos amores incestuosos e a possibilidade de reeditar, na figura do analista, os objetos perdidos em virtude da intervenção do Outro da lei. Entretanto, os amores continuam a existir no inconsciente, que emerge na condição de ser escutado. Este, por conseguinte, constitui o campo da singularidade de cada sujeito, que é refratário à igualdade pretendida pelos imperativos curar, educar e governar. A partir dessa singularidade, portanto, e de seu sofrimento, a relação analítica lança-se em potência. O psicanalista poderá ser introduzido na condição de que, supostamente, saiba como curar o sujeito do sofrimento causado por sua singularidade. Acredita-se, nesse sentido, que, pelo viés da transferência — a reedição desses objetos de amor — seja possível apostar em um tratamento. Contudo, o psicanalista não poderia prestar-se a curá-la, senão tratá-la, pois, no campo da psicanálise, procura-se fazer prevalecer essa singularidade com o intuito de produzir um saber sobre o sofrimento associado ao inconsciente. Nessa perspectiva, o tratamento psicanalítico não tem a finalidade de curar o sujeito de seu fracasso, mas tê-lo como referência para o desenvolvimento do tratamento.

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set
15

Que lugar para o analista na experiência com a psicose?

O artigo propõe interrogar a posição do analista na experiência com a psicose e investigar as possibilidades de seu manejo sob a égide da teoria psicanalítica. Para tal, uma breve síntese da evolução dessa teoria nos ensinos de Freud e Lacan é traçada, identificando a origem de alguns conceitos essenciais, assim como seus desdobramentos. A partir dessa síntese, relacionam-se pontos- chave da teoria da psicose às formulações sobre a posição do analista deles decorrentes, referenciado- as ao momento histórico adequado, assim como à fase pertinente das elaborações sobre a psicose. O objetivo final é oferecer algumas orientações clínicas sobre a posição do analista perante um paciente psicótico acompanhadas de seu embasamento teórico.

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