Tratamento

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set
27

Pode o autismo ser diferenciado da esquizofrenia?

O texto traz os pontos de elaboração da pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa em Psicanálise com Crianças no ano de 2009 sobre o tema do autismo. As autoras problematizam a equivalência entre autismo e esquizofrenia, ao relacionarem as considerações de importantes autores do campo freudiano que propõem uma diferenciação entre eles. Tais particularidades têm seu valor para a direção do tratamento com autistas em uma clínica que se pretende orientada pelo real.

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set
15

Fracasso e Transferência: entre a cura e o tratamento

Partindo-se das diversas alusões ao fracasso observadas cotidianamente, pode-se dizer que esse termo serve para substantivar todo um conjunto de falhas (seja escolar ou de qualquer outro tipo), que passa a representar o sujeito. Propõe-se que, de certa forma, o fracasso seja um importante correlato do tratamento psicanalítico, uma vez que é condição para a transferência. Esta representaria o próprio fracasso dos amores incestuosos e a possibilidade de reeditar, na figura do analista, os objetos perdidos em virtude da intervenção do Outro da lei. Entretanto, os amores continuam a existir no inconsciente, que emerge na condição de ser escutado. Este, por conseguinte, constitui o campo da singularidade de cada sujeito, que é refratário à igualdade pretendida pelos imperativos curar, educar e governar. A partir dessa singularidade, portanto, e de seu sofrimento, a relação analítica lança-se em potência. O psicanalista poderá ser introduzido na condição de que, supostamente, saiba como curar o sujeito do sofrimento causado por sua singularidade. Acredita-se, nesse sentido, que, pelo viés da transferência — a reedição desses objetos de amor — seja possível apostar em um tratamento. Contudo, o psicanalista não poderia prestar-se a curá-la, senão tratá-la, pois, no campo da psicanálise, procura-se fazer prevalecer essa singularidade com o intuito de produzir um saber sobre o sofrimento associado ao inconsciente. Nessa perspectiva, o tratamento psicanalítico não tem a finalidade de curar o sujeito de seu fracasso, mas tê-lo como referência para o desenvolvimento do tratamento.

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set
15

As saídas do tratamento nos CAPS ad

A partir de considerações em torno das lógicas presentes na política de saúde mental do Brasil, no que tange à atenção a usuários de drogas (clínica, atenção psicossocial e redução de danos), as autoras problematizam as entradas e as saídas no tratamento ofertado nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS.

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set
15

Função tóxica na clínica das psicoses

Este trabalho investiga a função tóxica na clínica das psicoses e o modo como poderíamos pensar a direção do tratamento das toxicomanias e alcoolismo nessa clínica. Partimos da ideia de que o uso de uma substância tem, para cada sujeito, uma função específica. Nosso objetivo foi avançar um pouco mais no entendimento sobre o modo como o psicótico se enlaça à droga, percurso que nos possibilitou também uma investigação acerca da maneira como poderia operar uma instituição orientada pela psicanálise.

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set
15

Crianças autistas

A autora problematiza a expansão do diagnóstico de autismo no século XXI e afirma a ur- gência de se discutir que não se trata somente de diagnóstico, mas a proposta de tratamento viável para crianças autistas, levando em conta que, para estas, como para qualquer outra criança com um diagnóstico diferente, não há outra “normalidade” que o modo de funcionamento que lhe seja próprio.

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